Como é a tributação do Lucro Real?
A tributação no Lucro Real é como um quebra-cabeça que se encaixa com base no lucro líquido da sua empresa. Isso requer a análise cuidadosa de todas as receitas, despesas e alíquotas aplicáveis. Caso comparados o Lucro Presumido e o lucro real, por exemplo, são notadas diversas diferenças, vantagens e desvantagens entre cada um. Entretanto, o lucro real apresenta flexibilidade e compensação de prejuízos que são mais favoráveis. Para fazê-lo, é necessária a apresentação de registros financeiros detalhados à Receita Federal, onde você pode fazer a consulta do seu CNPJ. A escolha por esse regime deve ser feita anualmente, geralmente em janeiro, oferecendo flexibilidade às empresas. Devido à complexidade e características do lucro real, ele requer um planejamento tributário constante para otimizar os pagamentos. Isso pode ser realizado com um sistema de gestão financeira. [embed]https://www.youtube.com/watch?v=G6yYiBn_84g[/embed]Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ)
O IRPJ é um dos mais importantes no regime tributário do lucro real. É aplicado sobre o lucro líquido da empresa, com base nas alíquotas determinadas pela Receita Federal. Ou seja, corresponde à parcela do lucro repassada ao governo a fim de contribuir com custos públicos. O que torna esse tributo tão complexo é a necessidade de calcular as despesas, que reduzem o lucro e, por consequência, a carga tributária. Para calcular o IRPJ, você precisa saber o lucro líquido da sua empresa, subtraindo custos, como salários, aluguéis e materiais, do total de receitas durante o período. Depois, é hora de aplicar a alíquota de IRPJ, que varia a depender de quanto você lucra.Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)
A CSLL é uma contribuição que as empresas devem pagar sobre o lucro que obtêm. Ou seja, é uma parcela dos ganhos destinada ao governo. É necessário identificar o seu lucro líquido, isto é, a quantia que sobra após descontar todas as despesas. Então, aplica-se uma alíquota específica sobre esse valor para calcular a CSLL. Estas variam a depender da atividade da sua empresa.PIS (Programa de Integração Social)
O PIS é um programa do governo para integrar o colaborador do setor privado ao desenvolvimento da empresa. É uma contribuição que objetiva financiar benefícios aos trabalhadores, bem como programas sociais. No cálculo do PIS, pega-se o faturamento total da empresa. Então, aplica-se uma alíquota de 0,65% sobre o valor.COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social)
O COFINS é uma contribuição para financiar a seguridade social no Brasil. Isso inclui áreas como saúde, previdência e assistência social. Para fazer o cálculo, pega-se a soma de todas as vendas ou serviços prestados do negócio. Em seguida, aplica-se a alíquota de 3%. [embed]https://www.youtube.com/watch?v=82mueIoCib8[/embed]Imposto Sobre Serviços (ISS)
O ISS é um imposto municipal aplicado nos serviços prestados por empresas e profissionais autônomos. É uma fonte muito importante de receita para as cidades, aplicado em serviços como consultorias, saúde, educação, etc. Cada município tem a própria taxa, que varia conforme o tipo de serviço. Com isso em mente, você calcula o valor total dos serviços prestados, com exceção de descontos e abatimentos.Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB)
A CPRB é uma parte do faturamento da empresa destinada à previdência social. Inicialmente, saiba o total de vendas ou receitas da sua empresa. A CPRB apresenta alíquotas específicas, que variam conforme o setor da empresa. Consulte tabelas para saber a porcentagem correta. Então, basta multiplicar a receita bruta pela alíquota correspondente.Obrigações fiscais do Lucro Real
- escrituração contábil: deve-se manter uma contabilidade bem detalhada, registrando todas as transações financeiras. Isso deve estar em dia durante todo o ano fiscal.
- apuração do lucro real: o IRPJ e a CSLL devem ser apurados mensal ou trimestralmente, conforme preferir.
- emissão de notas fiscais: qualquer venda de produtos ou serviços deve ter a emissão de notas fiscais. Com esse processo regularizado, você evita problemas futuros.
- declarações acessórias: deve-se apresentar declarações acessórias, como a ECF (Escrituração Contábil Fiscal) e a EFD-Contribuições (Escrituração Fiscal Digital das Contribuições). Quanto aos prazos:
- ECF: entrega até o último dia útil de julho do ano seguinte ao ano-calendário.
- EFD-Contribuições: enviar até o 10º dia útil do mês seguinte ao mês de referência.
- pagamento dos impostos: o pagamento do IRPJ e da CSLL deve ser feito mensalmente ou trimestralmente, conforme preferir.
Tempo de apuração do lucro real
Ter ciência dos prazos é essencial para manter sua empresa nos trilhos. No lucro real, a apuração do imposto pode ocorrer de duas maneiras: anual e trimestralmente. Para uma abordagem mais tranquila, a apuração anual é ideal. Todos os cálculos do IRPJ e da CSLL são feitos uma vez por ano. Isso é ótimo para empresas com contabilidade mais simples, mas ainda requer bastante atenção. A apuração trimestral fornece uma visão mais atualizada, o que permite ajustes frequentes. É excelente para empresas com atividades esporádicas, promovendo melhor compreensão do impacto fiscal no ano.Como calcular as alíquotas no Lucro Real
Embora esse processo pareça complicado, é possível compreender como calcular as alíquotas de forma prática. Confira a tabela de impostos do lucro real: Considere uma empresa com faturamento trimestral de R$200.000,00 e lucro real de R$40.000,00 (20%).| TRIBUTO | VALOR | % S/ FAT |
| COFINS | R$ 15.200,00 | 7,6% |
| PIS | R$ 3.300,00 | 1,65% |
| IRPJ | R$ 6.000,00 | 15% |
| CSLL | R$ 3.600,00 | 9% |
| Totais: | R$ 28.100,00 | 14,05% |
Benefícios Fiscais no Lucro Real
Optar pelo regime de tributação pelo Lucro Real pode trazer uma série de benefícios fiscais para as empresas. Este regime permite uma maior flexibilidade e eficiência no planejamento tributário, adaptando-se às especificidades do negócio e possibilitando a redução da carga tributária de diversas maneiras. Abaixo estão listadas algumas das principais vantagens que podem ser aproveitadas pelas empresas ao adotar o Lucro Real, contribuindo para uma gestão financeira mais estratégica e sustentável:- redução de despesas tributárias: no lucro real, é possível deduzir despesas como salários e aluguéis, reduzindo a quantidade de impostos.
- compensação de prejuízos: se sua empresa teve prejuízos em algum ano, é possível compensar essas perdas com lucros futuros, auxiliando no equilíbrio das finanças e na redução da carga de impostos.
- créditos de PIS e COFINS: pode-se utilizar créditos de tributos federais como PIS e COFINS para abater outros valores devidos, promovendo economia.
- incentivos para pesquisa e inovação: empresas que investem em pesquisa e desenvolvimento se beneficiam de incentivos fiscais especiais, estimulando a inovação.
- benefícios regionais: a depender da localização da sua empresa, você pode contar com benefícios oferecidos pelo governo local, reduzindo a carga tributária.
- flexibilidade e planejamento: promove mais flexibilidade no planejamento tributário, permitindo ajustes conforme as necessidades da empresa.




